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Como a CASA de Aprendizagens pensa democraticamente as datas comemorativas?

Nesse artigo, vamos compartilhar a concepção democrática da CASA de Aprendizagens em relação às datas comemorativas, bem como expor algumas ações realizadas nesse sentido. De acordo com essa perspectiva, já há algum tempo, refletimos sobre a prática de se festejar as datas socialmente estabelecidas.

As datas comemorativas religiosas, por exemplo, nunca entraram em nosso calendário. Primeiramente, tal atitude está ligada ao fato de sermos uma escola laica e entendermos a importância da igualdade e do respeito. E, consequentemente, por acreditarmos que não há como a escola privilegiar uma religião em detrimento de outra ou mesmo ignorar que muitas pessoas são ateias ou agnósticas.

Nossos impulsos para a ressignificação

Outras datas, como o Dia do Índio e o Dia da Consciência Negra, passaram por discussões com as famílias e foram ressignificadas. Para tanto, revisitamos as nossas tradições, a fim de exercitar um olhar mais amplo e democrático, que variolizasse aspectos históricos e culturais dessas celebrações. Também fizeram parte desse processo de exame o Dia das Mães, dos Pais e das Crianças, repensados em função da diversidade das composições familiares.

Dessa forma, procuramos ponderar as intenções de muitas dessas datas a partir de alguns questionamentos: Qual o papel da escola? Qual sua prioridade? Queremos reproduzir discursos sociais tantas vezes embutidos de preconceitos e legitimados por uma sociedade manipuladora e consumista? Qual a visão da escola sobre a sociedade atual? Quem queremos formar e quem estamos, de fato, formando? Como as crianças se inserem no mundo como sujeitos históricos?

SACA – Semana de Arte, Cultura e Aprendizagens

Tendo em vista as reflexões geradas pelas perguntas acima, criamos a SACA – Semana de Arte, Cultura e Aprendizagens. Ela acontece sempre no mês de outubro para representar o Dia das Crianças e do Professor(a). Mas, despida do aspecto puramente cívico ou até mesmo protocolar atribuído a essas datas, a SACA é uma semana para celebrar a cultura da infância e a importância do papel social de educadores e educadoras!

Assim, a SACA é projetada para reafirmar o protagonismo da criança e sua potência diante das múltiplas linguagens. Uma semana especialmente organizada pelos nossos educadores, educadoras, convidados e convidadas especialistas de diversas abordagens artísticas.

Oficina de Pintura Corporal e a Feira de Trocas

Entender a criança como protagonista do processo de aprendizagem significa, entra outras coisas, oportunizar que ela participe ativamente das propostas de ensino. Por isso, a Oficina de Pintura Corporal foi oferecida pelos estudantes da Turma 4ª (2º e 3º anos do Ensino Fundamental I) para as demais crianças da CASA de Aprendizagens.

Além de muito diversão, essa atividade estimulou outros conhecimentos e se transformou na feitura de massinha artesanal. E isso porque as crianças resolveram misturar farinha às tintas, e teve início uma pesquisa voltada às diferentes cores, combinações e modelagens.

Já a Feira de Trocas foi uma das ações mais esperadas da SACA e consistiu na troca de brinquedos entre as crianças por um dia. Essa dinâmica permitiu aos estudantes se conhecem a partir do que costumam brincar em suas casas. Mas também possibilitou a experiência da novidade, sem que ela implicasse a aquisição de um brinquedo em uma loja. O que ainda viabilizou que as crianças vivenciassem, na prática, a cultura do consumo sustentável. 

Debates e passeios

A Turma 4B (2º e 3º anos do Ensino Fundamental I) promoveu um debate sobre o agronegócio e as agroflorestas, a fim de cotejar os dois sistemas de produção e verificar seus impactos ambientais. Para quem não conhece, vale mencionar que a proposta das agroflorestas é aliar as culturas de importância econômica à vegetação nativa. Ou seja, é uma tentativa de unir a produção de alimentos com a conservação do meio ambiente. E esse debate foi transmitido de forma online para as famílias.

Enquanto os adolescentes do Fundamental II decidiram, em assembleia, que fariam um piquenique e um passeio de bicicleta no Parque do Povo, localizado no Itaim Bibi. Eles também foram para um sítio, onde puderam viver um dia como desejaram: de livre estar e brincar.

Para encerrar a semana, tivemos a presença dos indígenas da etnia Kariri Xocó, cuja parceria com a CASA de Aprendizagens vem sendo cultivada há um tempo. Eles passaram o dia em nossa escola e partilharam seus conhecimentos com nossas crianças, educadores e educadoras. E, no final, ainda expuseram seus trabalhos artesanais para a nossa comunidade escolar.

A SACA, portanto, é uma forma que encontramos para festejar a infância e o ser professor(a), sem, no entanto, corroborar o caráter consumista que muitas vezes essas datas adquirem. Pois, para além de datas socialmente estabelecidas, a escola para nós é cotidianamente um lugar de festa! Além do mais, na CASA de Aprendizagens, todo o dia é uma ocasião para celebramos e comemoramos a vida!

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