A Jornada Pedagógica
Da Primeiríssima Infância ao Fundamental I

A Jornada Pedagógica

2º Semestre de 2021

Foto de instalação montada para a Jornada Pedagógica.

Você sabe o que é a Jornada Pedagógica da CASA de Aprendizagens?

Este é o nome que damos ao período de preparação para o retorno às aulas. A Jornada Pedagógica reúne todos os educadores e educadoras da escola, e é um momento muito importante para a construção conjunta dos conhecimentos. Dedicada ao planejamento de nossas ações semestrais, ela contempla, portanto, a constituição de uma equipe colaborativa.

Na CASA de Aprendizagens, a Jornada Pedagógica é também a ocasião para estudo do Tema Provocador de Experiências Investigativas e para a elaboração e escrita das Projetações. O tema pesquisado e aprofundado nesta Jornada Pedagógica foi “Brasil: Uma História Preta e Indígena”. Dando continuidade às sondagens do 1º semestre de 2021, este tema guiará os processos educativos das turmas da Primeiríssima Infância até o Fundamental I.

A fim de fomentar nossos educadores e educadoras, a Jornada Pedagógica da Primeiríssima Infância ao Ensino Fundamental I da CASA de Aprendizagens foi marcada por encontros muito especiais. Para saber mais sobre as nossas referências sobre o “Brasil: Uma História Preta e Indígena” e quais diálogos que abrimos para nos inspirar, continue lendo este artigo!

A cultura indígena dos Kariri-Xocó

Tivemos o prazer de receber, em nossa própria CASA, pessoas que iluminaram nossos caminhos e preencheram nossos saberes, como os indígenas da comunidade Kariri Xocó. Este encontro buscou aprofundar um diálogo já estabelecido no 1º semestre de 2021, em que Dyru Kariri-Xocó respondeu a muitas dúvidas e inquietações de nossas crianças. Nessa conversa virtual, realizada no simbólico 19 de abril, Dyru generosamente dividiu seus conhecimentos e falou sobre a data em questão.

Os Kariri-Xocó representam a fusão de vários grupos tribais e vivem às margens do rio São Francisco, no ecossistema da Floresta Atlântica. Eles ainda preservam muitos rituais tradicionais: cantam Toré, música nativa, produzem cerâmica utilitária e confeccionam artesanatos.

Eles também desenvolvem um importante projeto de revitalização de sua língua. Entre as 1.200 línguas indígenas exigentes no Brasil na época da chegada dos colonizadores, elas foram reduzidas, atualmente, a apenas 180, sendo uma delas o Kariri.

A família linguística do Kariri remonta ao Nordeste setecentista e se divide em quatro dialetos. A língua indígena é um dos elementos mais importantes de sua cultura de um povo. Ela participa de todos os aspectos da sociedade e define a sua identidade.

Além disso, a língua expressa sua história, costumes e tradições, como mantém a memória de modos únicos de pensamento e significado.

O Afrofuturismo

Também tivemos um encontro com o Coletivo de Equidade Racial sobre o afrofuturismo. Costuma-se atribuir a criação desse termo a Mark Dery, crítico cultural estadunidense. Dery o usou em seu ensaio “Black to the Future”, escrito em 1994 e publicado na antologia Flame Wars: The Discourse of Cyberculture.

O afrofuturismo é movimento cultural, estético e político, que se configura como uma forma de imaginar futuros possíveis através das lentes da cultura negra.

Nesse sentido, pode-se dizer que ele trabalha na intersecção entre imaginação, tecnologia, futuro e libertação. Pois mistura elementos da ficção científica e da fantasia na criação de narrativas de protagonismo negro. Dessa forma, busca celebrar sua identidade, ancestralidade e história.

Hoje, sua expressão pode ser percebida na literatura, no cinema, na fotografia, da música, entre outros.

O escritor norte-americano Mark Dery.

Outros encontros e atividades

Nossa Jornada Pedagógica ainda contou com a participação de Ermi Panzo, imigrante angolano há cinco anos no Brasil e um artista multifacetado: poeta, declamador, coreógrafo, performer.

Além disso, uma conversa com Regina Ferreira, psicoterapeuta de adolescentes, tratou da importância do acolhimento a crianças com deficiência.

E por fim, vale dizer que José Sergio Fonseca de Carvalho, professor de Filosofia da Educação na Universidade de São Paulo, fez uma fala abordando o encantamento da escolaridade.

O artista angolano Ermi Panzo.

Para encerrar nossa Jornada Pedagógica, foi realizada a leitura do texto teatral adaptado pela comissão de Educação Antirracista, em 2020, do livro Kuami, de Cidinha da Silva.

Este texto direcionará, a partir de agora, as pesquisas do 2° semestre da Primeiríssima Infância ao Ensino Fundamental I da CASA de Aprendizagens.

Por isso, a leitura foi seguida pela construção das Projetações do semestre, elaborada por nossos educadores e educadoras.

Kuami, livro de Cidinha da Silva.

Esses encontros e atividades são a forma como procuramos ampliar os nossos conhecimentos sobre o Tema Provocador de Experiências Investigativas.

Pois, conforme acreditamos, a experiência viva de outras culturas e modos de ver o mundo deve fazer parte do processo contínuo de formação de educadores e educadoras.

É assim que construímos a nossa prática pedagógica!

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