encontros potencializadores: o percurso formativo dos educadores do ensino fundamental II

Não sou esperançoso por pura teimosia, mas por imperativo existencial e histórico
Paulo Freire

Semana por uma Consciencia Negra

Neste artigo, apresentamos o percurso formativo do Ensino Fundamental II, a partir de uma síntese dos encontros potencializadores que marcaram a Jornada Pedagógica desses educadores. Todos esses encontros procuraram refletir, de diferentes pontos de vista, o Tema Provocador de Experiências Investigativas: “Esperançar – Pedagogia dos Sonhos Possíveis”.


Explorações práticas do “Esperançar”

A fim de despertar o corpo para que o “Esperançar” fosse experienciado na prática, uma oficina com base no tema foi coordenada por Silvia de Paula.

Mestra em Pedagogia do Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo, Silvia se dedica à pesquisa do jogo teatral enquanto ferramenta para a construção de aprendizagens significativas.

Portanto, a Oficina “O Esperançar de Paulo Freire”, da qual fez parte uma caça aos nossos maiores tesouros, propôs a ressignificação do que já foi por nós naturalizado, como o cotidiano e o espaço, por meio da redescoberta do brincar e da ludicidade.

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Outra prática, coordenada pelos professores André Haidamus e Simone Shuba, apoiou-se em uma cena da peça Tributo a Chico Mendes, escrita pelo dramaturgo João das Neves em 1989. A cena, que mostra o Método Paulo Freire de Alfabetização de Adultos em ação, reflete sobre as implicações políticas da aprendizagem e sobre outra proposta de relação do ensino. Assim, essa prática foi pautada pelo (re)conhecimento dos saberes que carregamos e pelas trocas de conhecimentos entre os educadores da CASA de Aprendizagens.

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Alinhada a essa prática, a doutoranda de Teoria e Prática do Programa de Pós-Graduação em Artes cênicas Roberta Carbone, e pesquisadora das relações entre cultura e política nos períodos pré e pós-ditadura militar brasileira, revisitou os anos de sistematização do Método Paulo Freire de Alfabetização. Ela apresentou uma análise histórica do texto “Conscientização e alfabetização”, de Paulo Freire, e expôs sua atuação como coordenador do Programa de Alfabetização do Movimento de Cultural Popular (MCP) de Pernambuco, no início da década de 1960, e sua experiência em Angicos, que alfabetizou cerca de trezentos adultos em quarenta horas.

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Encontros de formação

O Tema Provocador de Experiências Investigativas – “Esperançar – Pedagogia dos Sonhos Possíveis” –, ao mesmo tempo em que abarca todos os segmentos da CASA de Aprendizagens, têm algumas especificidades no Ensino Fundamental II. Entre elas, a busca por inspirações contemporâneas, ou seja, a pesquisa da trajetória de pessoas que nos esperançam na atualidade. No Ocidente, escolhemos Emicida, rapper, cantor, letrista e compositor, preto e pobre, cujas rimas de improviso, que denunciam a vida dos moradores das regiões periféricas das grandes cidades, o tornaram um dos MC’s mais respeitados.

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Para introduzirmos a abordagem dos continuadores do “Esperançar” de Paulo Freire, os Encontros de formação tiveram início com a fala de Igor Bologna, formado em Arte-Teatro pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio Pesquisa Filho” e pesquisador das tradições culturais afro-brasileiras. Intitulada “Escola e Comunidade: Uma perspectiva a partir da cosmovisão Bantu-Kongo”, sua fala colocou em conexão o Afrocentrismo, o Multiculturalismo Crítico, o Cosmograma Banto-Kongo e a noção de comunidade. Dessa forma, Igor procurou descortinar as relações entre o centro e a margem, a fim de provocar novas formas de se pensar a Educação.

Especificamente sobre o papel social e as contribuições artísticas de Emicida, Felipe de Menezes, professor da Escola Livre de Teatro de Santo André, discorreu sobre o título: “Con-vocação à uma experiência ou enquanto minha imaginação compor insanidades domino a arte”. Enquanto William Simplício, ator-músico/compositor e um dos fundadores da Corpórea Companhia de Corpos, comentou o enunciado: “Amar-Elo: sou porta-voz de quem nunca foi ouvido, os esquecidos lembram de mim porque eu lembro dos esquecidos”.

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Todas essas generosas partilhas nos abasteceram de energia e inspiração! E, em breve, contaremos mais sobre seus desdobramentos na cotidianidade de nossa escola. Aguarde, porque além do Emicida, outras trajetórias que nos esperançam também serão apresentadas nos próximos artigos.


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