Oração Subordinada

Por Rosa Bertholini*


Ando sonhando pouco. E olha que sou uma mulher de muitos sonhos. Em tempos de calmaria sonho tanto, mas tanto, que quando falo para os próximos: -“sonhei que...”, logo recebo de volta: -“eita lá vem coisa...”. Isso porque nos meus sonhos sempre encontro formas de construir alguma coisa, de dar concretude a criação.

E, ultimamente, os meus poucos sonhos se remetem a escola dos meus sonhos!

Venho sonhando com a volta, de como se dará. Sem nenhuma preocupação com a adição ou subtração que seja. Sem nenhuma preocupação com as regras gramaticais ou com a raiz quadrada, sem nenhuma preocupação com verbos ou adjetivos e muito menos com as orações subordinadas.

Sonho com o barulho das gargalhadas que se misturam com notas e acordes musicais da balburdia de vozes fortes e choros fracos.

Sonho com os banhos de mangueira para abrandar o calor mesmo no inverno, ou ainda mesmo, quem sabe, nesse outono, lavando os pés sujos de terra, as mãos e rostos salpicados de tintas que teimam em não sair, deixando cada bolha de sabão subir aos céus acompanhada de olhares curiosos.

Sonho com as aventuras radicais de vê-los subindo até o último galho da goiabeira ou do caquizeiro ou da jabuticabeira em busca de frutos, mas muito mais em busca de emoção.

Sonho com elas e eles disputando quem balança mais alto fazendo estremecer o balanço e o meu coração.

Sonho que tenho que comprar mais band-aid para curar os joelhos e cotovelos ralados e deixar minhas “poções mágicas” prontas (água com uma pitadinha de açúcar), que saram, como por milagre, todas as dores de barriga, de cabeça e de pé, ligadas ao coração.

Sonho com as disputas de bolas, piões rodando e pipas empinadas, sonho com os bambolês bamboleando em lindas coreografias improvisadas, sonho com um monte de cartas de pokémon jogadas por todos os cantos e gerando conflitos nas disputas de pontos.

Sonho com as paredes cheias de vidas, com desenhos, gravuras, esculturas, experimentos, retratos que revelam as pesquisas realizadas produzindo as emoções de cada menino e menina que se aventuram com papel e lápis na mão.

Sonho com elas, sonho com eles nas suas primeiras leituras em voz alta, soletrando, ainda inseguros, e com os olhos brilhando ao conseguir findar uma frase completa.

Pois então sonho!

Sonho, sonho muito. Sonho de ter meu rosto melado, minha roupa amassada e meus cabelos despenteados de tantos beijos e abraços que receberei e darei quando voltarmos.

E como todos sabem logo, logo isso vai acontecer, pois meus sonhos sempre viram realidade!!!!!


* Pedagoga, pesquisadora das infâncias, diretora e fundadora da Casa de Aprendizagens - Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental

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